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SUNDOWNING

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O que é?
O fenómeno de Sundowning caracteriza-se pelo surgimento ou aumento de sintomas comportamentais ao final da tarde, ao anoitecer ou à noite. É particularmente comum em idosos com demência ou disfunção cognitiva associada a outras patologias. Estes sintomas podem incluir desorientação, confusão, ansiedade, agitação, agressividade verbal e física, deambulação, comportamentos de recusa e não só.

Note-se que estes sintomas não são específicos da síndrome de Sundowning, podendo ocorrer naturalmente num quadro demencial ou, por exemplo, na Doença de Parkinson. No entanto, aquilo que distingue o Sundowning é a manifestação/intensificação destes sintomas num período temporal muito específico (quando começa a anoitecer).
O impacto deste fenómeno pode ser tremendo para quem cuida. Para além disso, está associado a uma maior institucionalização de doentes idosos com demência.

Como prevenir?
É comum as pessoas idosas terem uma exposição inadequada à luz durante o dia. Isto pode dever-se, por exemplo, aos défices sensoriais que decorrem do processo de envelhecimento. Por outro lado, também é frequente que as pessoas com demência passem grande parte do seu dia no interior – muitas vezes num ambiente mal iluminado – porque os cuidadores sentem a necessidade de protegê-los de perigos no exterior (obstáculos à marcha, ruídos perturbadores, condições climatéricas adversas, etc…). Se a iluminação interior já for pobre durante o dia, será ainda mais pobre quando o sol se começar a por, dificultando a percepção de elementos visuais e originando/exacerbando sintomas de confusão ou agressividade.

Assim, a prevenção de manifestações comportamentais associadas ao período do anoitecer pode ser feita através da regulação da luz interior, sendo que o objectivo é manter o mesmo nível de iluminação durante o dia e ao final da tarde. Ao anoitecer, pode optar por colocar um foco de luz perto da pessoa, para além da iluminação de sala.
Considere também instituir uma rotina diária para que as tarefas do dia-a-dia se tornem cada vez mais automatizadas e para que a pessoa não fique tão confusa e agitada com a passagem do dia para a noite.

É muito importante que a pessoa tenha um padrão de sono saudável. Se estiver fatigada o seu funcionamento cognitivo pode estar mais prejudicado, o que pode dificultar a percepção e o pensamento.

É possível intervir ao nível farmacológico e não farmacológico de modo a regularizar o seu ciclo de sono. De um modo geral, as sestas longas durante a tarde devem ser evitadas pois poderá haver maior dificuldade em dormir ininterruptamente à noite.

Outras intervenções que podem ajudar a prevenir esta síndrome são (a) musico-terapia; (b) estimulação sensorial; (c) exercício físico. No fundo, qualquer actividade que melhore o humor, o bem-estar e, acima de tudo, que induza um estado de relaxamento ao anoitecer.

Como gerir?
Se a pessoa começar a apresentar comportamentos desafiantes (por exemplo: agressividade ou deambulação), não a contrarie e não a contenha. Tente não levar a peito e lembre-se que estes comportamentos são uma consequência da patologia neurológica subjacente. Se for necessário ausente-se da sala por momentos para não alimentar situações de conflito. Respire fundo e volte para junto da pessoa transmitindo-lhe calma e contribuindo para que se sinta mais segura.

Permita que a pessoa ande se houver necessidade de deambular, mas mantenha-se por perto para garantir a sua segurança.

É sempre muito importante reportar ao médico que acompanha a pessoa estas manifestações comportamentais ao entardecer. O médico poderá dar orientações relativamente à intervenção (farmacológica ou não) mais adequada para o caso em questão.

Revisão Clínica: NeuroSer

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