Saúde
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Todo o País

SOLIDARIEDADE

Aquilo que de bom podemos levar desta pandemia.

Sim, parece difícil encontrar coisas boas numa situação tão dramática como aquela que todos os países vivem de forma global, devido a esta pandemia. Mas talvez não seja! E já que temos de passar por isto… foquemos nas coisas boas que vão acontecendo.

É uma realidade que o vírus “virou as nossas vidas de pernas para o ar”, mudou as nossas rotinas, deixou-nos assustados, ansiosos, sem saber o que vai acontecer a seguir, mas também nos uniu como nunca, numa onda de solidariedade que vai desde os gestos singulares e mais individuais, aos mais organizados e globais. São exemplo disso, os vizinhos que colocam papéis na caixa do correio, no elevador ou na entrada do prédio a disponibilizarem-se para ajudar os mais idosos ou quem pertence aos grupos de risco. Ou os que diariamente inventam, recriam formas de conviver e animar a vizinhança… pelas varandas desse mundo fora! Ou os que se voluntariam para, juntamente com IPSS’s, associações, autarquias e/ou Juntas de Freguesia, fazer chegar bens essenciais a quem mais precisa. Ou os que confortam os que lhes estão mais próximos, os que dão ânimo a quem está doente. Ou os que, estando numa situação financeira mais confortável, ajudam os que menos podem ou que menos têm. Ou os que dão o seu melhor, enfrentando diariamente os seus medos e receios de se contagiarem, e assumem a linha da frente para que os serviços essenciais não parem.

Acima de tudo, este vírus, ao mesmo tempo que nos afasta uns dos outros, que nos isola fisicamente, que nos obriga a distâncias de segurança, também nos uniu como nunca, também nos aproximou emocionalmente, também nos levou a sentir as “dores dos outros”, a sermos mais empáticos, a percebermos o sofrimento alheio. E assim, unidos num esforço conjunto, a remarmos todos para o mesmo lado, a procurarmos sobreviver e ficar bem, sentimo-nos menos sós, menos tristes, mais esperançosos. Porque todos nós queremos ficar bem!!! Todos nós queremos sobreviver a esta pandemia! Todos nós queremos voltar à “normalidade”!

Mas não mais voltaremos a ser os mesmos… Este isolamento vai deixar-nos marcas… algumas, sem dúvida, bem dolorosas e negativas, mas outras que esperemos sejam fruto da nossa reflexão e análise do que realmente importa na nossa vida, do que efetivamente é prioritário, do que é realmente essencial. E sem dúvida, que os afetos, as relações humanas, o apoio emocional, a família, os amigos e a saúde são o que nos permite viver e sobreviver.

Este isolamento vai deixar-nos marcas… que sejam as marcas do afeto, do amor, da amizade, da solidariedade, da resiliência, da tolerância à frustração! Que não sejamos mais os mesmos… que sejamos ainda Melhores, ainda mais Fortes!

Transformemos estes momentos dramáticos numa oportunidade de crescimento e de fortalecimento.
Juntos, a zelar uns pelos outros, havemos de ficar bem!

Protejam-se e mantenham-se unidos!

Sónia Gaudêncio
Psicóloga Clínica, Especialista em Psicogerontologia e Directora da ESTIMA +

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