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ESPERANÇA

Esperança. É disso que vos quero falar hoje. Dizem que a esperança é a última que morre e nestes tempos difíceis que vivemos, pode ser o que nos ajuda a antever melhores dias.

O que se nos pede agora, mais do que nunca, é que fiquemos em casa, que nos mantenhamos a nós e aos outros, a salvo deste maldito vírus que ameaça a nossa sobrevivência. Então é isso que devemos fazer: ficar em casa o mais possível e acreditar que tudo vai ficar bem.

Mas é difícil! Medo, preocupação, ansiedade, receio, angústia poderão fazer parte do nosso dia-a-dia. As notícias não têm sido animadoras. Cabe-nos a nós seguir as recomendações das autoridades de saúde, acalmarmo-nos e fazermos os possíveis por desenvolver pensamentos positivos.

Esperança. É isso que podemos e devemos promover. Esperança de que vai ser encontrada uma vacina. Esperança que há-de ser descoberto um tratamento eficaz. Esperança que as medidas de contenção irão começar a ter resultados positivos. Esperança que dias melhores virão e que a vida irá retomar a “normalidade”.

Em que podemos colaborar? Levar a sério esta ameaça… este vírus que nos assusta e que deve mesmo assustar porque pode bater à porta de qualquer um. Ninguém está imune. Não entremos em pânico, mas sejamos responsáveis e tenhamos presentes todas as medidas protetoras que podemos ter. É muito importante… para nós e para os outros.

Fique em casa e não deixe morrer a Esperança! Pense em outros momentos da sua vida em que passou por momentos difíceis e depois os conseguiu superar.

Estamos a ser postos à prova: a sua resiliência, a sua persistência, a nossa capacidade de nos superarmos, a nossa paciência; a nossa positividade, a nossa capacidade de adaptação e a nossa capacidade de acreditar. Temos que continuar a viver, um dia de cada vez e tentar preencher esse dia com coisas boas, dentro do possível.

Não fique só a ver notícias. Estas são avassaladoras! Veja apenas uma vez por dia e no resto do dia, veja filmes, séries, comédias, concursos. Ocupe-se da casa ou de hobbies que consiga fazer em casa. Leia e escreva. Escreva um diária de Esperança, um diário de toda esta fase menos boa, mas sempre com um toque de Esperança. E a bem da sua saúde mental, fale com familiares e amigos, pelo telefone, pelas redes sociais e até mesmo através de video-chamadas.

Não se esqueça que há alturas na vida em que a Esperança nos pode dar aquilo que mais nada nos dá… Uma luz ao fundo do túnel e contribui naturalmente para o fluxo de emoções positivas, de bem-estar e de felicidade…

Fique bem! Fique em casa!

Sónia Gaudêncio
Psicóloga Clínica, Especialista em Psicogerontologia e Directora da ESTIMA +

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